quarta-feira, 24 de abril de 2019

Renamo exige demissão do director geral de STAE


A Renamo, o maior partido da oposição em Moçambique, exige a demissão imediata do director geral do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), Felisberto Naife.
v A posição foi expressa pelo mandatário da Renamo, André Majibire, em conferência de imprensa havida hoje, em Maputo, argumentando que os problemas que enfermam actualmente o processo de recenseamento revelam incompetência e negligência comprovadas do STAE. 

Majibire disse que em quase todas as províncias ainda regista-se falta de painéis solares, cabos e inversores, bem como avarias constantes das poucas máquinas e impressoras existentes. 

A Renamo acusa ainda os secretários de bairros e líderes comunitários de interferir no processo de recenseamento nas províncias de Niassa, Cabo Delgado, Nampula, Zambézia, Tete, Sofala. 

“Elaboram listas com base nas quais as pessoas devem ser recenseadas e uma vez esgotadas, os brigadistas desligam as máquinas alegando avaria das mesmas, obrigando as pessoas a voltarem a casa sem se inscrever”, disse.

Afirmou que há casos em que os postos de recenseamento funcionam nos quintais de líderes comunitários, alegadamente para controlar as pessoas que se vão recensear e alega que se trata de uma orientação emanada pelos comités do partido Frelimo para excluir, deste processo, o maior número possível de membros e simpatizantes do seu partido.

Segundo o mandatário da Renamo, em Niassa, nos postos de Nassengenge, Ngongoti, Badarila, Licole e Mapudje, só são permitidas recensear pessoas cujos cartões ou BI’s são entregues aos brigadistas pelos secretários de bairros

Em Ngauma, na mesma província, de acordo com a fonte, os líderes comunitários recolhem os cartões de 2013 ou de 2014, o mesmo acontece em Sanga e em Mazindaula, onde os fiscais da Renamo foram retirados dos postos porque, alegadamente, não foram credenciados.

Majibire disse ainda que em Mandimba, o chefe do posto administrativo de Liciete mandou retirar o posto de recenseamento porque as pessoas que pretendiam se recensear eram provenientes do Malawi. Neste distrito, existem oito postos inoperacionais. 

Em Cuamba, na região sul da província do Niassa, o recenseamento ainda não arrancou em Muitetere e Lúrio alegadamente porque os materiais ainda não estão a funcionar e, em Mecanhelas, as brigadas estão a funcionar nos quintais dos líderes comunitários.

No posto administrativo de Katapua, distrito de Chiúre, na província nortenha de Cabo Delgado, há 11 postos que ainda não funcionam, o mesmo acontece em Mocímboa da Praia. Existem também problemas do mesmo género nos distritos de Mocuba, Morrumbala, Milange Gilé, Pebane e Inhassunge, na província da Zambézia, e nos distritos de Macanga, Marávia e Zumbo, em Tete, no centro do país.

Face a este cenário que se vive um pouco por todo o país, com maior incidência nas regiões centro e norte, segundo Magibire, a Renamo apela a Comissão Nacional de Eleições e aos seus órgãos de apoio a se desdobrarem para desmantelar essas práticas que violam a legislação eleitoral. 

A Renamo também pede o envolvimento do Corpo Diplomático acreditado em Moçambique, Conselho Cristão de Moçambique, Comunidade Muçulmana e outros organismos, para que se envolvam no processo, como forma de garantir eleições livres justas e transparentes. 
(AIM)
MAD/sg

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