quinta-feira, 2 de maio de 2019

China e Europa exploram pesca, Madeira e minerais em África de forma Opurtunista




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Europa e China exploram pesca em África de forma oportunista
Frotas europeias, chinesas e de outros países estão a aproveita-se da má gestão das águas africanas para explorar os recursos pesqueiros de África de forma "oportunista". A acusação é feita pela activista Ibrahima Cissé, da organização não-governamental Greenpeace.
 
"Aproveitam as fragilidades dos sistemas de gestão de pescas em África para fornecer os seus mercados e agem como se fosse terra de ninguém”, disse Ibrahima Cissé em declarações à agência Lusa, citada pelo site Notícias ao Minuto.


A África ocidental é considerada como sendo uma das regiões mais ricas do mundo em termos de biomassa e biodiversidade. Por exemplo, os 1,5 milhões de quilómetros de área marítima da Mauritânia, Gâmbia, Senegal, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné-Conacri e Serra Leoa (que integram a Comissão Sub-regional de Pescas) representam cerca de um quinto do total de capturas mundiais, escreve o Noticias ao Minuto, citando a Lusa.Mas a falta de um organismo de gestão dos recursos pesqueiros compromete a sustentabilidade ambiental e económica das pescas nesta área, sujeita a uma enorme pressão de frotas industriais estrangeiras.

“Os problemas que temos na África Ocidental não se devem apenas aos chineses. Infelizmente, os media tendem a focar-se nestes, mas o que se passa é que África é um 'puzzle' com vários actores diferentes em que cada um quer levar a sua avante", explicou a activista da Greenpeace. 
Segundo estimativas dos investigadores de um estudo que compara o acesso de europeus e chineses às pescas na África ocidental, a União Europeia capturou uma média de 1,6 milhões de toneladas/ano e a China 2,3 milhões de toneladas/ano entre 2000 e 2010 na África Ocidental. Entretanto, a União Europeia reportou apenas 29% e a China 8% das suas capturas totais.

Estão actualmente em vigor 14 acordos relativos às pescas da União Europeia em países da África Ocidental, sendo 10 para o atum (Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Costa do Marfim, Gâmbia, Madagáscar, Senegal, Libéria, Seychelles, Ilhas Cook e Maurícias) e quatro para 'stocks' mistos (Mauritânia, Marrocos, Gronelândia e Guiné-Bissau).
A União Europeia tem também acordos, cujo período de vigência já terminou, com Moçambique, Gabão, Madagáscar, Guiné Equatorial, Micronésia e Ilhas Salomão, alguns dos quais em fase de renegociação.

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