sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Dezembro chegou: conheça as músicas que não podem faltar na playlist

E quando chega Dezembro, é só festa djoh” é este refrão de uma das músicas da diva da marrabenta e a que bem representa a capulana, Neyma Alfredo, ao lado do seu amigo e uma aposta da cantora, o Tsotsi Nigga
Sim, quando chega Dezembro, chega a diversão, o convívio e a confraternização. Queremos sem dúvida despedir o ano em grande e ao lado das pessoas especiais. E nesta despedida de mais um ano, o que não pode faltar para dar mais gosto aos últimos dia dos 365, nada melhor que ter ao lado uma “Xigumbaza” soltando sons da terra e doutros horizontes, para deixar as coisas mais agressivas, doces e aquecer as festas de família.
E porque dezembro chegou, o Moz Entretenimento leva-te a conhecer as músicas moçambicanas que marcam sem dúvida o ano 2019 e que não podem faltar na caixa de som, no smarthphone, laptop ou no seu carro para dezembrar.
A lista vai desde músicas que foram lançadas neste ano ou ao contexto Dezembro e Verão, que foram bem recebidas pelo povo moçambicano e que fazem sem dúvida parte do mesmo povo quando é hora de dezembrar. 
  • Lizha James-Nitxati mina
Vencedora do prémio Canção Popular ao Ngoma Moçambique 2019, com Nitxati Mina, onde a Lizha questiona-se ao porque que quando fala do assunto casamento o Jacob só sabe dar as costas, e por seu turno clama pelo anel no dedo para que esteja no mesmo nível com as outras, provou que as suas cordas vocais estão em dia e ainda há emoção ou expressividade por partilhar com o povo moçambicano.


  • Lizha James-Nakufeva 
A música Nakufeva (Adoro-te, em tradução livre) é mais um daqueles “hits djon” que marca o 2019 e a carreira da Lizha James. Carregada de emoção desde a instrumental a colocação da voz da Lizha, a diva expressa o seu amor ao esposo, independentemente das suas condições financeiras ou sociais.


  • Dj Ardiles-Festa de Família
Se és moçambicano, tenha certeza que o Pandza não deve faltar na sua playlist, e a música representativa vem directamente da República do Pandza na voz do Dj Ardiles, onde retrata aquilo que são os pontos que caracterizam as festas ou convívios familiares desde a parte da comedeira e bebedeira, carimbando que essas festas de família animam maningue.


  • Mr.Bow-Não me arranja problema
Mr. Bow tornou-se um nome a não ignorar quando se trata da música moçambicana. A sua música tornou-se obrigatória a tocar nos convívios ou vivências moçambicanas. E o “Não me arranja Problemas” lançado no ano passado, onde pede respeito as manas para que não lhe arranjem problemas no lar, faz sem dúvida parte do leque a ser tocado e requisitado em especial pelas mamanas moçambicanas. E daí possivelmente irão seguir outros seus sucessos como, Nitafa NawenaHiwena ou Guilhermina.



  • Melancia de Moz- Na Gwirra 
Com a entrada ao mundo da música e shows, Melancia de Moz revela que muita coisa melhorou na sua vida, e com isso, surgiram pessoas desde amigos e familiares que alegam que a mesma “Gwira” (jinga). A autora do, Vuku Vuku, em resposta ao pessoal canta o “Na Gwira” para deixar ficar claro que não se trata de jingar, apenas um desfrute das bênçãos de Deus e conquistas que são graças ao esforço prestado.


  • Mr.Bow- Tsovani Minengue 
Ainda que haja aqui bifes ou críticas pelos dizeres do embaixador das marcas moçambicanas no início da música lançada neste verão, Tsovani Minengue não deixará de ser tocado e deve fazer parte da sua playlist. É um convite que o Bawito faz com que celebremos a vida e ignoremos certos chiliques, pois a vida não nos pertence e num piscar do olho tudo pode acabar através da morte ou própria falência. Uma reflexão digamos forte, olhando se ao nível em que o próprio músico está. Falo de contractos milionários que foram abocanhados pelo mesmo e todo cuidado é pouco.
O convite está feito, e com certeza neste Dezembro vamos tsovar minengue (partir pernas, tradução livre) e será um “parte parte” do esqueleto à moda Zaida e Carlos Chongo. 


  • Neyma ft. Tsotsi-Quando chega Dezembro 
E Dezembro chegou. A música da diva marrabenta que é reinventada ano a ano, trás o review daquilo que acontece em Dezembro no que concerne o povo moçambicano, desde a forma como comemora ou são feitos os convívios. Quando chega Dezembro “na zona começa a aquecer” e “todo mundo é família” e com crise ou não, nunca falta uma 2M ou Txilar ao lado de uma boa música. Assim caracteriza a Neyma o dezembro, ao lado do Tsotsi Nigga


  • Ubakka- Va ta zwa ku vava
Pertencente ao último álbum, Sunagai 2, do jovem músico do bairro de Malhazine. Ubakka, em tempos o príncipe dos casamentos, retrata aqui a história de um casal que é tema do debate do público da sua zona, por parecer que a mulher vive traindo o esposo por chegar tarde a casa ou por ostentar um carro melhor que o esposo. Mano Tino aparece e diz “Va ta zwa ku vava” (sentirão dor) buscando mostrar que as aparências enganam e nunca deve se ter preconceitos em relação a um casal pois somente eles conhecem as suas batalhas. 


  • Marlen- Ku tsema a lembe
Seguindo sucessos como “Ukati” e “Taratara” da então Preta Negra, o “Ku Tsema a Lembe” (corte do ano/ fim do ano em português) busca “resgatar o espírito de união na celebração da passagem do ano” e tornar desta a celebração mais dançante por parte do povo moçambicano retratando do mesmo jeito que a Neyma o faz em “Quando Chega Dezembro”, o DNA do dezembro em Moçambique.


  • Ell Puto ft. Vários Artistas – Não Ouve Dizer
A vibe é moçambicana, unindo artistas moçambicanos dos mais variados estilos. Ao lado da 2M, marca de cerveja moçambicana, o produtor moçambicano e expoente máximo da label Sameblood, convidou-nos em 2018 através de várias vozes sonantes na música moçambicana, a não ouvir dizer sobre como é ser moçambicano, mas sim, entrar na drena e ser moçambicano, num cultivo da paz e da moçambicanidade desde a sua cultura, tornando assim, Moz Maningue Nice.



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