terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Um novo ataque armado contra um autocarro no centro de Moçambique fez um morto e um ferido na noite de segunda-feira (09.12). Autocarro fazia transporte de passageiros de Maputo para Quelimane, capital da Zambézia.

Um novo ataque armado contra um autocarro no centro de Moçambique fez um morto e um ferido na noite de segunda-feira (09.12). Autocarro fazia transporte de passageiros de Maputo para Quelimane, capital da Zambézia.

DW – Com este incidente sobe para 11 o total de vítimas mortais, desde agosto, em ataques armados de grupos que deambulam pelas matas da região contra alvos civis e policiais.

O ataque aconteceu na estrada nacional 1 (EN1) junto a Muda Serração, no distrito de Gondola, pelas 19:00 (hora local), depois de a noite cair.

O alvo foi um autocarro que fazia transporte de passageiros de Maputo, a capital, no sul, para Quelimane, capital provincial da Zambézia, no centro.

O passageiro ferido está a receber tratamento em Gondola, enquanto que a vítima mortal foi transportada para Inchope.

Insegurança na EN1 e EN6

A situação de insegurança afeta dois dos principais corredores rodoviários do país, a EN1, que liga o Norte ao Sul do país, e a EN6, que liga o porto da cidade da Beira ao Zimbábue e restantes países do interior da África Austral – levando ao reforço do policiamento e a escoltas nalguns troços.

A Polícia da República de Moçambique (PRM) tem responsabilizado um grupo de guerrilheiros dissidentes da oposição, a autoproclamada Junta Militar da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), pelos ataques.

As incursões acontecem num reduto da RENAMO, onde os guerrilheiros se confrontaram com as forças de defesa e segurança moçambicanas e atingiram alvos civis até ao cessar-fogo de dezembro de 2016.

Oficialmente, o partido afasta-se dos atuais incidentes e diz estar a cumprir as ações de desarmamento que constam do acordo de paz de 06 de agosto deste ano, mas um grupo dissidente (considerado “desertor” pela RENAMO ) liderado por Mariano Nhongo permanece entrincheirado, reivindicando melhores condições de desmobilização.

Fonte: dw.com

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