quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Diego, a tartaruga que transou tanto a ponto de salvar a espécie, se aposenta

Diego, a tartaruga que transou tanto a ponto de salvar a espécie, se aposenta

Com 100 anos de serviços prestados, garanhão teve mais de 800 filhos
Poucos animais têm tanta importância para a sua espécie quanto Diego - a tartaruga gigante que, literalmente, transou tantas vezes que, sozinho, foi capaz de salvar a sua espécie da extinção. Com mais de 100 anos de serviços prestados, o garanhão se acasalou mais de 800 vezes, mas agora quer curtir um merecido descanso.
Com um extraordinário sex-appel, Diego trabalhou arduamente na Ilha de Galápagos, onde era um dos 14 machos selecionados para um programa de acasalamento. O projeto foi considerado um sucesso, muito por causa da quase inesgotável libido deste herói.
Desde 1960, o programa deu vida a mais de 2 mil tartarugas, das quais cerca de 1800 ainda estão vivas na ilha. Com o programa concluído, Diego vai retornar em março para sua ilha nativa, Española, segundo informou o serviço de Parques Nacionais de Galápagos (PNG).
Assim, ele vai se somar a uma população de 1,8 mil tartarugas, das quais ao menos 40% são suas descendentes diretas.
"Ele contribuiu com uma grande porcentagem da linhagem que estamos devolvendo a Española", afirmou Jorge Carrion, diretor do PNG, à agência France Presse.
"Estamos felizes com a possibilidade de devolver essa tartaruga a seu habitat natural."
Diego é um Chelonoidis hoodensis, espécie encontrada na natureza apenas nessa ilha ao sul do arquipélago de Galápagos, no Pacífico.
O arquipélago, a 900 km da costa do Equador, ficou famoso mundialmente por ter sido palco de estudos do naturalista inglês Charles Darwin, autor da Teoria da Evolução, graças a sua grande e peculiar biodiversidade.
Calcula-se que Diego tenha sido retirado de Galápagos cerca de 80 anos atrás, por uma expedição científica que o levou ao Zoológico de San Diego, nos EUA.
Cerca de 60 anos atrás, sobravam apenas 2 machos e 12 fêmeas de sua espécie em Española. Para ajudar no programa de repovoamento, Diego foi identificado como um dos últimos remanescentes entre os Chelonoidis hoodensis e levado de volta para a Estação de Pesquisas Charles Darwin, em Galápagos, em 1977.

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